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quinta-feira, 14 de abril de 2011

"Dez estratégias de manipulação midiática"

O linguista estadunidense Noam Chomsky elaborou a lista das “Dez estratégias de manipulação” através da mídia:

1. Estratégia da distração. O elemento primordial do controle social é a estratégia da distração que consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e das mudanças decididas pelas elites políticas e econômicas, mediante a técnica do dilúvio ou inundações de contínuas distrações e de informações insignificantes. A estratégia da distração é igualmente indispensável para impedir o público de se interessar pelos conhecimentos essenciais, na área da ciência, da economia, da psicologia, da neurobiologia e da cibernética. “Manter a atenção do público distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais, cativada por temas sem importância real. Manter o público ocupado, ocupado, ocupado, sem nenhum tempo para pensar; de volta à granja como os outros animais (citação do texto “Armas silenciosas para guerras tranquilas”).” [Leia mais]

sexta-feira, 8 de abril de 2011

O “bom fanatismo”

O ser humano é um ser que age, e suas ações são movidas por interesses e necessidades várias, desde as mais básicas, como se alimentar, até as que podemos chamar de dispensáveis, como estudar para passar no vestibular. Entretanto, o homem é também um ser sentimental, ama, se apaixona, tem ciúmes e tem afinidades, logo, os atos humanos são impulsionados também pelo seu emocional. Todos nós somos assim. Contudo, quando nossas paixões excedem os limites do bom senso, ou seja, quando passamos a querer impor nossa maneira de ver o mundo as outras pessoas e não aceitamos os outros pontos de vistas, seja na religião, na política ou no esporte, nos tornamos cegos pelas nossas crenças. Nos tornamos fanáticos.
Obviamente quando alguém age de maneira intolerante e irracional ela e seu ponto de vista perdem em grande parte sua credibilidade. Mesmo assim, muitas vezes aceita-se o fanatismo e até chega-se a vê-lo como uma coisa boa. Se um pastor quebrar uma imagem católica, ele será, certamente, duramente criticado, e com razão, pois esse ato é totalmente condenável. Mas se um torcedor de algum clube de futebol agredir verbalmente árbitro ou um jogador de futebol, ele está sendo fanático? Com certeza. Ele será criticado por ser fanático? Provavelmente não. Por que o fanatismo do torcedor é aceitável e o do líder religioso não?. Já ouvi muitos comentaristas de futebol dizer o seguinte de torcedores vândalos e assassinos: “Isso não são torcedores, são criminosos!” Agora eu pergunto, pessoas que batem, ofendem e matam por um clube não são torcedores? Se não são, o pastor que chutou a imagem não é pastor, também, o político que rouba não é político, o padre que alicia não é padre, e assim por diante. Isso não faz sentido. Pensar assim é hipocrisia.
Quando um comentarista ou apresentador de algum programa esportivo diz que “Isso não são torcedores, são criminosos!”, revela-se qual é o seu verdadeiro comprometimento, isto é, ganhar audiência puxando o saco dos muitos torcedores (fanáticos) desse país. Quando se tem em primeiro lugar o comprometimento com a conveniência para conseguir audiência perdi-se o comprometimento com a honestidade e verdades dos fatos. Aí já não se é mais fanático, mas tendencioso.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Crença e descrença

Vivemos num país contraditório. Isso não é nenhuma novidade, acredito eu, para a maioria das pessoas; se por um lado vivemos num país rico, por outro, essa riqueza é mal distribuída entre a população. Em outras palavras, somos um país capitalista. Mas a contradição não está apenas na violência, miséria, fome, analfabetismo etc, está também nas crenças que, de maneira geral, a sociedade tem.

Vejamos. Já escutei várias vezes muitas pessoas afirmando categoricamente que “todo político é ladrão”. Quando discutimos temas referentes à política, corrupção e honestidade, seja na escola, no trabalho, na rua, na internet, no rádio ou televisão, percebemos uma descrença muito presente no povo com relação ao caráter dos políticos. Temos uma generalização.

Contudo, se por um lado temos uma sociedade quase que totalmente descrente sobre determinados assuntos e/ou classes de pessoas, por outro, as pessoas, no geral, acreditam quase que cegamente em outras coisas e/ou pessoas. Não é difícil ouvir alguém dizendo: “É verdade, passou no Jornal Nacional”. É aí que está, se as pessoas estão sempre “com um pé atrás” com relação à honestidade de um prefeito ou deputado, por exemplo, elas também estão cegadas pela ingênua crença de que o que é mostrado na televisão (especialmente nas grandes emissoras, como Globo e Record) é a “verdade” absoluta e inquestionável.

Temos uma contradição em nossas crenças e descrenças. Por isso as pessoas são, muitas vezes, usadas com “massa de manobra”, não pelos vereadores ou senadores, mas pela televisão, jornal, revista, rádio etc., pois não questionamos sua honestidade.

"A mídia não é apenas a mensagem. A mídia é uma massagem. Estamos constantemente sendo acariciados, manipulados, ajustados, realinhados, e manobrados." (Joey Skaggs )

quinta-feira, 31 de março de 2011

"Sob o império da bobagem"

"No conto 'A muralha e os livros', do escritor argentino Jorge Luis Borges, ele nos fala de um imperador chinês chamado Che Huang-ti, que mandou queimar todos os livros antes dele e que ordenou também a construção da Muralha da China. Queria dar inicio à história a partir dele e, consequentemente, apagar o passado. Nenhum registro do passado, como se nada houvesse ocorrido. Tudo começa a partir dele e a muralha é uma espécie de extensão do próprio ego. A partir desse breve apanhado do texto de Borges, ocorreu-me falar de um império imposto hoje à sociedade: o império da bobagem. Se o imperador chinês achou por bem dar fim aos livros para aniquilar a história, o distanciamento dos livros, a não leitura e a não recorrência provoca, a meu ver, determinado aniquilamento dos livros, consequentemente, da nossa história." [Leia mais]

quinta-feira, 10 de março de 2011

Sensacionalismo

Ao ver essa foto logo nos lembramos da famosa história da menina do Sudão, que, devido a fome, estava nos últimos momentos de vida, enquanto o abrute, a espreita, esperava por sua morte para se alimentar da criança. Por fim, o fotógrafo, com remorso, se matou. Esta foto, e a história, chocou milhares de pessoas no mundo todo.

Entretanto, o jornal El Mundo provou que a história não foi bem assim. O El Mundo investigou e descobriu que a menina, na verdade era um menino, chamado Kong, e que a criança não faleceu no dia que foi tirada a foto, mas, segundo seu pai, 4 anos depois, acometida de forte febre. O animal não se alimentou da criança, mas das fezes dela. Kevin Carter (o fotógrafo) não se matou por remorso, mas devido a dívidas e vícios que tinha, e também abalado pela morte de amigos seus, e antes mesmo de ter fotografado o menino, ele já havia tentado o suicídio outras vezes. Além do mais, se olharmos bem veremos que Kong estava usando um uma fita branca nas mãos, segundo o jornal, essa fita indica que o menino recebia ajuda da ONU.

Isso mostra como os meios de comunicação fazem uso da fome e da miséria para fazer sensacionalismo, para enganar, chocar, vender e lucrar encima das desgraças contemporâneas, e não para ajudar a mudar a realidade crítica, como a do menino Kong.


FONTES:

http://novotempo.com/noticias/2011/02/21/conheca-a-historia-verdadeira-da-foto-de-urubu-que-espera-crianca-morrer/ e http://www.observa.com.uy/MasLeidas/nota.aspx?id=109206

sexta-feira, 4 de março de 2011

Todo mundo gosta?

“Vai começar o carnaval!”. Isso não segredo para ninguém, pois a mídia, principalmente a Globo (que é quem transmite os desfiles das escolas de samba, ou seja, ela é a emissora que provavelmente lucra mais com o carnaval), nos faz, querendo ou não, lembrar disso.

E é assim todos os anos. Mas será que “todo brasileiro gosta de carnaval”, como a Globo tenta colocar em nossas cabeças? Não, certamente. A Globo diz que todo brasileiro ama o carnaval, chega a parecer que é algo inato, ou seja, já nasce com cada um de nós; e se alguém disser que não gosta, é logo colocado como “careta” e “recalcado”, alguém que não é feliz e vive da “cara amarrada”. É isso que nos é imposto. Mas pesquisas mostram que não é bem assim. “Segundo estudo do Instituto Sensus feito em 2004 em todo o Brasil, 57% dos brasileiros não gostam de carnaval e somente 21% pretendiam brincar nas ruas ou viajar para brincar no carnaval. A pesquisa mostrou ainda que 49% dos brasileiros queriam descansar em casa no feriado e apenas 6% pretendiam viajar. Outra pesquisa, realizada no Espírito Santo pelo Instituto Futura, em 2011, entrevistou 408 pessoas e mostrou que mais de 60% dos capixabas não gostam dos dias de folia. Os principais motivos para rejeitarem a festa é que 17,3% preferem tranquilidade à agitação dos blocos e desfiles de escolas de samba, enquanto 14,5% reclamam do aumento da violência no feriado. Só que a mídia faz todo mundo pensar que carnaval e devassidão são manias nacionais. Não caia nessa.[MB]” (FONTE:http://www.criacionismo.com.br/2011/03/devassidao-virou-piada-no-pais-do.html)

A Globo e boa parte da mídia tenta colocar na nossa cabeça o que devemos gostar. Fazem isso nos fazendo pensar que todo mundo gosta disso ou daquilo, nesse caso, do carnaval. Não se deixe enganar, pense nisso.

"Vamos comemorar como idiotas
a cada fevereiro e feriado
Todos os mortos nas estradas
Os mortos por falta de hospitais"

Trecho da música "Perfeição", do Legião Urbana


quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Moral norte-americana

“Isso é um absurdo!”. Essa frase talvez sintetize bem o que o mundo há tempos atrás achou do caso da mulher iraniana que, acusada de adultério e de ter assassinado o marido, foi condenada à morte no Irã. Com isso os EUA e mundo ocidental fizeram criticas ferrenhas ao governo iraniano. Nada mais hipócrita. É claro que não há nada que legitime a condenação e assassinato de um ser humano. Esse ato é sem dúvida passível de revolta e crítica. Mas o problema nesse caso não está na crítica em si, mas que em quem a faz.

Ora, os EUA condenam a morte e matam quantas pessoas todos os anos? Muitas, certamente. Entretanto, não é sempre que se vemos os Estados Unidos sendo atacado pela mídia ocidental, a brasileira por exemplo. É engraçado como países como Irã, China, Iraque, Cuba, Venezuela e outros, são taxados de antidemocráticos e terroristas, e, em contrapartida, outros como os Estados Unidos são vistos como exemplo de país democrático, mesmo tendo sua história repleta de atos que eles próprios condenam. Genocídio, invasões, guerras e atos terroristas, como o que eles fizeram contra o Iraque, em 2003, para roubar o petróleo daquele país, caracterizam o surgimento, crescimento e apogeu norte-americano como potência no cenário contemporâneo.
Hoje o povo egípcio luta contra um governo ditatorial que já dura 30 anos. Ditatorial como o iraquiano de Saddam Hussein. O engraçado é que esse governo egípcio andou de mãos dadas com o governo americano. Achar que os EUA realmente se importariam com uma mulher condenado ao apedrejamento não faz nenhum sentido e é ingenuidade.
"Se matamos uma pessoa somos assassinos. Se matamos milhões de homens, celebram-nos como heróis." Charles Chaplin
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