
domingo, 4 de setembro de 2011
Sonhos de consumo: dá para viver sem eles

domingo, 28 de agosto de 2011
Estudo analisa representação feminina em capa de revista

quinta-feira, 18 de agosto de 2011
Por que os alunos não gostam de estudar?

Muito se fala que é preciso melhorar a educação do Brasil, por isso é preciso aumentar o salário do professor e melhorar a estrutura física da escola. De fato, isso é necessário. Mas uma das coisas que falta na educação nesse país (que não é tão dito) é fazer o aluno gostar de estudar. O fim da educação são os alunos, logo, mesmo que os professores tenham um excelente salário e as escolas uma ótima estrutura física, não haverá o principal, ou seja, alunos com prazer de estudar.
Alguém pode até dizer: “se os professores não tiverem um salário justo e as escolas estruturas decentes, os alunos não vão gostar de estudar.” Eu discordo desse pensamento. Primeiro que a questão do salário do não deve tirar o gosto e a motivação do professor de lecionar, então, para o aluno o que importa é a motivação e o prazer do profissional em trabalhar. O jogador de futebol sente prazer em jogar, independente se é num clube sem expressão nenhuma ou se é num de expressão nacional. Um pintor sente prazer em pintar, mesmo que não seja reconhecido por isso. Um cantor gosta de contar, mesmo que seja num barzinho qualquer, e não num grande evento.
Com relação à estrutura da escola, podemos fazer igual comparação. Pergunte a um aluno que gosta de jogar futebol se ele sente prazer em jogar em um campinho de terra batida, você acha que ele vai dizer: “não, só gosto de jogar em campos oficiais”, ou vai dizer: “sim, gosto muito”. Certamente a segunda opção. Então, o que vai fazer a diferença para o aluno não é a estrutura física da escola (mesmo que tenha sua relevância).
Agora o leitor pode perguntar: “mas, e as escolas privadas?” elas são uma prova que o que faz o aluno gostar de estudar não é a estrutura física da escola e professores com salários altos. Isso mesmo. Quem disse que os alunos de escolas particulares gostam de estudar, eles são obrigados porque sabem que os pais estão pagando para eles estarem lá. O ser “estudioso” não sinônimo de uma placa na testa do aluno dizendo: “adoro estudar”, pelo contrário, ser “estudioso” está mais para uma obrigação e sacrifício, seja para os alunos de escolas particulares e públicas.
Então, por que o aluno não gosta de estudar? A pergunta mais adequada seria: “por que o aluno deveria gostar de estudar?” acho que o problema está no QUE é no COMO é ensinado aos alunos. O modelo de ensino que existe faz o aluno DECORAR coisas que NÃO FAZ NENHUM SENTIDO para ele. Ou seja, o aluno passa uns 10 anos decorando coisas que ele não sabe o motivo. Para quê? Para quando ele for fazer uma prova de vestibular (se ele quiser fazer) ele marcar as questões certas. Conclusão: o aluno passa mais de 10 anos estudando decorando coisas que não significam absolutamente nada para ele, português, matemática, história, biologia, física etc, para um dia se ele quiser fazer um vestibular ou concurso (talvez os pais forcem ele) marque o maior número de possíveis questões de maneira correta. Fim.
terça-feira, 9 de agosto de 2011
A ciência adverte: fumar maconha emburrece

segunda-feira, 4 de julho de 2011
É difícil ser honesto...

É difícil se posicionar a favor do que é certo e coerente. Não é fácil expor uma opinião quando a maioria das pessoas discordam dela, igualmente difícil é discordar de alguém ou de um grupo de pessoas, principalmente quando elas estão numa situação que lhes permitem prejudicar quem os critiquem. Será que um empregado criticaria seu patrão? O aluno o professor? O fiel o pastor? A demissão, a reprovação, o disciplinamento ou excomunhão, são perigos que ameaçam aqueles que discordam, que tem um senso crítico e buscam ver as coisas como elas são, que pensam diferente...
São males de uma sociedade movida pelos jogos de interesses, onde as pessoas são induzidas a “fazer vistas grossas” ante a uma realidade passível de crítica. Não posso criticar meu professor que fica “enrolando”, que não dá aula, porque ele pode me reprovar, não posso criticar a administração do município porque corro o risco de perder o meu emprego (se for “apadrinhado”), não devo criticar uma autoridade porque ele é um parente meu; são exemplos de situações presentes em nossa sociedade. As pessoas temem falar verdades, de serem honestas e coerentes por se venderem, ou por medo e receio da imposição política e social vigente.
É igual ao jogador de futebol que ao término de um jogo, após uma vitória conseguida com um gol claramente irregular, é perguntado: “seu time foi beneficiado?” e ele responde: “não.”
Infelizmente é assim. Tem uma frase que ouvi numa propaganda e que eu gosto muito, diz assim: “Às vezes não é fácil fazer o que é certo, mas você sempre ficará feliz quando fizer.” Pense nisso.
domingo, 3 de julho de 2011
"Assistir TV emburrece"

terça-feira, 7 de junho de 2011
"Ainda sobre a greve"
O discurso de que os alunos são os únicos que saem perdendo, que os professores são insensíveis, que a greve é uma arma usada por facções política de extrema esquerda, e etc, etc, etc, é disseminado em todas as greves. Esse discurso não passa de meia verdade, e “meia verdade é uma mentira disfarçada” já dizia o cantor evangélico Jair Santos em uma de suas canções.
Meus amigos, o aluno está perdendo desde o primeiro dia em que ele pisa o pé na sala de aula de uma Escola Pública. O tratamento que o poder executivo dar a educação é por demais ineficientes. Nas Escolas Estaduais o número de bolsista é espantoso, o salário pago aos professores é péssimo, o desestímulo para trabalhar e estudar é visível, a estrutura física das Escolas é terrível (as exceções são as Escolas que receberam verbas Federais),...
A comunidade deve entender de uma vez por todas que o professor é um profissional como outro qualquer. Ele tem família, direitos e deveres, precisa trabalhar com dignidade, precisa se capacitar,...
Fonte: Blog do Professor Josiel
Nota: É isso. Cria-se um discurso hipócrita, de que “com a greve quem são prejudicados são os alunos”. Ora, se o Estado se preocupa tanto com a educação dos alunos, por que não prioriza a educação desse país? Por favor, é educação no Brasil nunca foi prioridade, isso é um fato, e encima desse fato podemos afirmar, sem medo, que: os prejudicados são os alunos, professores, garis, presidiários, aposentados, donas de casa, agricultores, e quem mais viver nesse país chamado Brasil.
É muito conveniente agora dizer que “o aluno vai atrasar o ano letivo” ou “vão se prejudicar nos exames seletivos”. A professora Amanda Gurgel falou uma coisa interessante, ela disse: “Tirem da cabeça essa idéia errônea de que professor em sala de aula é sinônimo de educação de qualidade.” A visão que eu tenho de uma educação de qualidade não se resume a terminar o ano letivo na data estabelecida, também não diz respeito ao aluno no vestibular marcar questões corretas e fazer uma boa redação para ser aprovado. Mas o Estado quer colocar na cabeça das pessoas que se os alunos chegarem ao final do ano aprovados (sem greve nenhuma para atrapalhar) tudo está bem. Mas não está, e é preciso uma greve, como essa, para que isso seja lembrado.
É preciso mudança, e isso só vai acontecer com luta, e infelizmente nas lutas existem perdas, que não são apenas para os alunos. Eu pergunto: se com a greve, que visa mudança, mudança para uma educação de melhor qualidade, os alunos são prejudicados, e sem a greve, ou seja, com o conformismo diante da educação atual, quem é que se prejudica?